Read More

Read More

 

Read More

Read More

 

Logo que o beijo foi interrompido, ela também aproveitou aquele tempo para tomar um pouco de ar e olhar um pouco para o menino. Percebeu o sorrisinho mínimo nos seus lábios e acabou por, involuntariamente, sorrir também, voltando a beijá-lo com ainda mais de intensidade deixando ser puxada para mais perto dele conforme o mesmo andava. Por um momento, com os dois sentados, aquela posição não estava exatamente confortável para ela, e imaginava que para ele também não, então ela separou as duas pernas, colocando uma delas sobre o sofá para que assim, ela tivesse mais liberdade para se mover. Ele foi aos poucos, tombando o próprio corpo sobre o corpo dele, como se vagarosamente o obrigasse a deitar no sofá e ela estivesse ficando sobre ele, o tempo todo o beijando e acariciando os seus cabelos. 

Read More

 

A menina acariciou o cabelo do menino vagarosamente, sentindo que o beijo estava se tornando um pouco mais intenso. Ela, por mais estranho que parecesse, gostava daquela sensação, e por mais que sentisse que aquilo era extremamente errado com o menino, queria fazê-lo se sentir bem agora que ela ia embora. Não era como se fosse pena nem nada parecido, mas como uma desculpa para poder fazer aquilo que ela queria fazer a vezes, mas recusava a admitir para os outros e principalmente para si mesma. Deixou com que o menino a puxasse para mais perto de si e levou a outra mão para o pescoço dele, passando bem de levinho as unhas ali para deixar o local arrepiado, sem interromper o beijo em momento algum.

Harry se surpreendeu um pouco pela menina ter continuado com aquilo e não parado como ele tinha em mente, mas apenas começou a deixar o que sus instintos aonde estavam o levando, fazia muito tempo desde a ultima vez que estavam em uma situação parecia com aquela, ele apertou as mãos nas coxas da garota sentindo as unhas pelo seu pescoço, ficando completamente arrepiado com aquilo, parou o beijo por uns instantes com um sorrisinho e voltou a beija-la ao puxar o ar agora mais urgentemente, a puxando mais para si enquanto contornava agora as mãos pela lateral do corpo da menina, mas com elas bem firmes em seu corpo, para que a garota sentisse todo aquele tato e aquilo a agradasse. 

 

Stella ainda olhava para ele um pouco confusa e curiosa. Franziu um pouco o cenho quando o ouviu falando, e assentiu com a cabeça entendendo o que ele estava dizendo — Sim… Você… Você pode seguir o seu coração, Harry — disse baixinho, mas foi como se no mesmo momento em que havia dito aquilo, ela já sabia do que é que aquilo iria se tratar. Olhou para ele e percebeu que se aproximava, e quando colocou a mão na sua bochecha, a sua teoria estava se concretizando. Engoliu em seco por um segundo e fechou os olhos, sentindo os lábios dele nos seus e retribuindo o beijo calmo, levanto uma das suas mãos para os cabelos do menino. O fato era que Stella não se via mais negando nenhum tipo de afeto daquele tipo vindo do menino, porque não era exatamente algo que a incomodava. Ela gostava daquilo, por mais que não fosse exatamente certo na sua mente. 

Não estava esperando que ela o afastasse, pelo menos por enquanto, já que ele havia feito aquilo de forma lenta, como se deixasse claro o que ia fazer, o beijo era calmo, embora sentir os lábios de Stella não o deixasse em um estado normal, pois ela conseguia o deixar elétrico simplesmente por estar o beijando, com o coração acelerado e a mente em outro lugar. As mãos do menino estavam na cintura da morena agora, apertando um pouco, porque gostava daquele contato, poder saber que ela seria nem que fosse um pouquinho sua em um pequeno momento, como ele quase nunca tinha a chance, então a puxou para cima de si aprofundando o beijo, mesmo que não soubesse se ela teria gostado daquele tipo de ato, apenas pararia caso ela desse algum sinal.

 

Ela ficou fitando o menino o tempo inteiro, apenas para ter certeza de que ele não ficaria pior do que já estava. Era uma das piores coisas do mundo vê-lo daquele jeito, e ela não queria continuar insistindo no assunto para fazer com que ele se sentisse pior por ela estar deixando-o. Franziu o cenho de leve quando ouviu as palavras dele e tombou um pouco a cabeça para o lado, não entendendo muito bem o que o melhor amigo havia dito — Já… Já senti sim. Digo, eu acho que todas as pessoas já sentiram isso alguma vez em sua vida, Harry — deu um sorrisinho mínimo, mas logo depois o encarou com uma expressão confusa e, ao mesmo tempo, curiosa — O que quer dizer exatamente com isso, Devine?

O menino deixou ela terminar de falar e pensou um pouco em como usar suas palavras com Stella. Não queria interrompe-la, pois não teria tempo de pensar direito em como dizer aquilo, então ficou fitando o chao — Sabe, você está seguindo o seu coração ao ir para Londres. Eu acredito que uma das poucas coisas que te prenderia aqui sou eu, porque a sua mente está falando isso. Mas eu não vou deixar a sua mente te prender, pois é o nosso coração que precisa falar mais alto, mas eu não posso simplesmente deixar você seguir o seu coração se eu não posso seguir o meu. — suspirou um pouquinho ainda olhando para baixo — Então eu preciso fazer uma coisa, tudo bem? Eu só… Eu… — disse agora a olhando nos olhos, para que tivesse certeza do que estava fazendo, levou os dedos para a bochecha dela e sem se aproximar lentamente, mas sem muita rapidez, como se avisasse que estava prestes a fazer algo do tipo, ele selou seus lábios.

Stella assentiu com a cabeça conforme escutava o que o melhor amigo dizia, e por mais que ela precisasse se sentir melhor com toda a ideia de se mudar para Londres, tudo o que ela sentia era ainda mais culpa do que quando disse a ele que estava pensando em ir. Agora era algo definitivo, ela já tinha tudo organizado na Universidade em que iria estudar e Amber já estava praticamente preparando uma festa para a sua chegada. Tudo estava pronto, menos ela — Eu compreendo. Compreendo perfeitamente, Harry — mordeu o lábio inferior — Por isso que eu… Que eu quero ficar esse meu restinho de tempo com você, e só com você. Eu juro, juro por todas as estrelas desse céu que sempre que eu tiver alguma oportunidade pra vir aqui te visitar, eu vou fazer isso. Nós vamos… — engoliu em seco, pois ela não poderia ter total certeza ou controle sobre aquilo — Nós vamos ficar bem. 

O menino suspirou pesadamente sem saber mais o que dizer, pois apesar de querer dizer que ela não precisava passar o tempo só consigo ou coisas assim, não era como se ele não quisesse isso, ele queria, mas não diria aquilo, pois era completamente egoísta de se dizer até mesmo em sua mente. Ele acabou abrindo um sorriso de canto para a menina levando os dedos para uma mecha que cobria seu rosto, tentando coloca-la para trás, algo que não eu muito certo pois havia voltado a cair na sua cara novamente, então ele se aproximou um pouco dela — Você já sentiu vontade de fazer alguma coisa mas.. Tem muito medo de como a outra pessoa vai reagir? Mesmo que já tenha feito antes… Já sentiu que mesmo que tivesse muita chance de não ser diferente das ultimas vezes, mesmo que seu coração dissesse isso, a sua mente te brecasse completamente? 

 

A menina sentiu o seu coração se partindo em mil e um pedaços quando percebeu que havia finalmente dito, cobrindo novamente o seu rosto com as duas mãos, tentando conter assim que qualquer manifestação de tristeza por deixá-lo fosse feita. Ela respirou fundo, negando com a cabeça conforme ouvia o que ele dizia. Parecia tão difícil para ela estar fazendo aquilo, mas provavelmente era pior para ele que estava ouvindo e teria que conviver com aquilo. Ergueu novamente a cabeça com as extremidades dos lábios voltadas para baixo, dando de ombros como se fosse uma rendição total — Eu também não tenho nada a dizer. E-Eu… Harry… — disse baixinho, pegando novamente a mão dele — Eu entendo você. Mas… — fechou os olhos por um instante, não sabendo ao certo que palavras usar para demonstrar o real motivo para ela estar indo embora — Eu não me encontro mais em Seattle. Eu amo essa cidade, e eu amo você, mas eu não… — negou com a cabeça — Não consigo mais. Eu… Eu sinto muito, muito, muito mesmo por isso. Se eu pudesse dar um jeito de conseguir controlar isso, controlaria — disse em relação ao seu desejo de continuar ali, aonde estava e na situação em que se encontrava.  

— Stella. — a interrompeu antes de terminar de falar - Você não precisa se explicar, eu te entendo perfeitamente. Não adianta você continuar em um lugar que não faz mais o menor sentido, quando você percebe que não é mais sua casa, eu já passei por isso, eu desisti de muita coisa para estar aqui, e eu não me arrependo de nadinha, porque se não eu não teria conhecido você, e eu sei que isso vai ser ótimo para você, mas do meu lado, eu não vejo o que dizer exatamente, você compreende? — abaixou um pouco a cabeça — Acho que você não sabe o quanto é difícil pra mim, Stella, eu sei que você tem muita coisa na cabeça, mas se eu não consigo nem deixar de ser um idiota pra mim mesmo perto de você, imagina quando você estiver do outro lado do mundo? Não adianta dizer que o contato se permanecerá igual, você mora na frente da minha casa e mesmo assim tem sido difícil eu te ver! Me desculpa se esse é o meu pensamento mas só… — suspiro — Eu não quero pensar nisso agora. Não quero pensar em como vão ser as coisas depois que você entrar naquele avião. — olhou para o chão negando completamente com a cabeça.

amber-robertsrp: vc tem que entender q esse tipo de bosta n se fala por zapzap ta sua aLIENADA EU TAVA EM AULA PORRA COMO VC QUERIA Q EU ESCUTASSE

Oi, eu também dei pro Thomas

image

08-03 / 12:24

 

A menina arregalou um pouco os olhos quando ouviu o que o menino havia dito e engoliu em seco. Não esperava que o menino adiantasse o assunto principal da noite, porque ela realmente não queria jogar tudo aquilo em cima dele como uma bomba. Mas o garoto havia acabado de fazer aquilo e ela não tinha mais ideia de como fugir daquele assunto ou, deixá-lo um pouco mais suave — N-Não… Harry — ela suspirou pesadamente e em derrota, puxando a mão dele e indo até o sofá - o que estava sem nenhum livro - e o fez se sentar no mesmo. Soltou a sua mão e colocou os seus cotovelos sobre o joelho, usando as mãos para cobrir o rosto. Usou alguns segundos do seu tempo para decidir como falar aquilo, e então respirou fundo e ergueu a sua cabeça, olhando para frente e não para o melhor amigo — E-Eu vou me mud… Eu vou pra Londres. 

— Espera… Da ultima vez você tinha me dito que não tinha certeza e… V-você vai… — abaixou um pouco a cabeça entortando os lábios — Você vai mesmo, então? — levou uma das mãos para os próprios cabelos, agora sim havia perdido todas as esperanças, se ele já não tinha quase nada morando no apartamento da frente, imagina se a garota de cabelos azulados fosse para o outro lado do mundo — Eu não posso acreditar. — embora estivesse orgulhoso pela menina, não sabia que agora que tinha certeza de que ela partiria, era bem pior, porque ele não sabia realmente como responde-la — Sabe que eu não tenho o que dizer, certo? Quer dizer.. V-você vai embora, Stella. Não tem muito o que falar porque por mais que eu esteja orgulhoso, eu sou egoísta demais para aceitar isso, e me desculpa se eu sou assim mesmo, que todo mundo tá acostumado a dizer “siga seu coração e essas coisas” mas eu não sou assim.